Críticas a jornal tomam discursos
Polêmica foi o que não faltou na reunião ordinária de terça-feira (16) na Câmara Municipal de Brusque. E teve assunto de todos os tipos, desde denúncia de aterro sanitário irregular capitaneado pela própria prefeitura, passando por críticas à atuação da imprensa, em especial o jornal Tribuna Regional, com notas que se referem a vereadores com processos, além de preconceito sexual.
O semanário esteve no centro das discussões a maior parte do tempo. Primeiro com Valmir Coelho Ludvig (PT), que abordou reportagem na qual o jornal fazia referência a vereadores com processos na Justiça e notas sobre funcionário da prefeitura, homossexual assumido, que fazia convites para turistas visitarem a Fenarreco. Para Ludvig, o teor era de cunho preconceituoso. Ele sugeriu envio de documento ao jornal, para que o mesmo fizesse retratação de capa sobre a nota.
Dejair Machado (DEM) disse que quem ocupa a vida pública, como é o caso dos vereadores, devem estar cientes que será alvo da imprensa. Macahdo frisou ainda que a imprensa tem liberdade par veicular o que achar importante, dentro dos limites da ética, segundo avalia.
Ademir Braz de Sousa (PMDB) também se disse vítima da forma como a imprensa tem atuado na divulgação das informações da Câmara. Principalmente o material divulgado pelo jornal Tribuna Regional. Braz de Sousa acabou tendo bate boca com Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT). O pedetista foi à tribuna defender que a Câmara não deveria enviar o documento ao jornal, pois estaria abrindo brecha para ter de fazer a defesa de qualquer pessoa que se sentisse ofendida por veiculação de reportagens.
Brás de Sousa disse que Prudêncio Neto sofre certo preconceito, mas não disse exatamente o tipo. O vereador do PDT se irritou e disse então que ele teria que provar. O peemedebista soltou que a família de Prudêncio Neto seria proprietária do jornal e por isso ele estaria fazendo a defesa do mesmo.
A discussão dos dois se manteve por alguns instantes. Ludvig acabou retirando o requerimento, por conta da discussão que se formou em torno de um termo utilizado por ele no texto. A solicitação dizia que a Câmara deveria "fazer" retratação. Dejair Machado observou que ao enviar o documento daquela forma, o Legislativo estaria agindo fora da lei, pois tratava-se de uma determinação prerrogativa do Judiciário.
Ludvig retirou da ordem do dia e a votação será na próxima sessão.


